9 08/2008

Anos, anos de espera. Que tal uma loja de música e vídeo digital completa, com um excelente catálogo, fácil de usar e de mexer (apesar de residir no iTunes). Esse é a iTunes Store da Apple. Nos EUA, você pode comprar mais de 8 milhões de músicas diferentes. As melhores lojas de música digital do Brasil tem no catálogo algo em torno de 500.000 músicas (1/16 da iTunes norte americana). E lá na gringolândia você pode comprar filmes, alugar filmes e comprar séries de TV. Muitos filmes, e muitas séries.

Voltando ao Brasil. A Apples lançou a iTunes Store Brasil dia 10 de Julho de 2008. E o quê está disponível para compra? Somente aplicativos para o iPod Touch e para o iPhone. Tudo bem vamos dar um tempo para os acordos de distribuição de música entre as gravadoras e a empresa de Cupertino serem negociados e assinados, porque eu espero, muito sinceramente, que a Apple pretenda vender música no Brasil. Mas tudo bem, vamos analisar a AppStore brasileira.

Temos aqui em torno de 1000 programas disponíveis para o iPhone. Sabe quantos existem na Venezuela ou na Argentina? Aproximadamente 1350. E nos EUA e Europa Ocidental? Mais de 1500! Tudo bem, eu entendo que programas como o da Pandora não possam ser distribuídos aqui por razões legais, mas porque diabos o aplicativo da Last.fm (que tem até site .br!), por exemplo, não está disponível por estas bandas – e na América do Sul toda.

É de deixar qualquer um puto da vida. Dá a maior vontade de fazer um jailbreak e instalar os “softwares alternativos” para a plataforma móvel da empresa da maçã. A gente só se f*de com a Apple: pagamos o maior preço do MUNDO pelos produtos da marca (em especial pelos iPods) e ainda somos roubados na iTunes Store capenga que nem banca de camelô e na AppStore manca.

Se as coisas não mudarem, o iPod Touch não volta pra minha lista de desejos nérdicos tão cedo… Ah! E o Brasil está fora da lista de países que vão receber o iPhone em 22 de agosto. As operadoras culpam a Anatel, mas a verdade é que mais da metade da América Latina vai ter o telefone disponível nesta data e nós não.

7 05/2008

Positivo Mobo

Foi anunciado hoje em São Paulo o lançamento do Mobo, o sub-notebook da Positivo. O diminuto portátil vem em duas versões: uma “adulta” e outra para crianças. Numa mistura de EEE PC, OLCP XO e Classmate nós temos na primeira configuração o processador Intel Mobile ULV Via C7 de 1 GHz, 512 MB de RAM e 2 GB de memória interna (SSD). O computador conta ainda com duas portas USB, leitor de cartões SD/MMC/MS, rede sem fio 802.11b/g e webcam integrada. Ele vêm de fábrica com o Windows XP Home Edition instalado e deve custar R$ 999,00 ($ 598,20).

A versão Mobo Kids tem como diferença o processador um pouco mais modesto (este sim um Intel Celerom) de 900Mhz e um visual colorido, que lembra muito o do Classmate da Intel, e será lançado pelo mesmo preço da versão padrão. O modelo acompanha uma capa de couro decorada com alça para transporte.

A Positivo é a “montadora” do notebook educacional da gigante dos processadores no país, e, não duvido nada que este projeto seja baseado no Classmate.

Via Terra

7 04/2008

bluray_kills_hd_dvd

Ontem, de supetão, bateu uma vontade de descobrir como andavam os players blu-ray nas terras tupiniquims. Cacei nas lojas nacionais, usando o bondfaro e o buscapé, mas somente achei aparelhos tocadores de Blu-Ray na casa dos R$2.000,00 (em lojas conhecidas). Passeando pela internet, tentei descobrir opiniões sobre o uso do Playstation 3 como player, não só de blu-ray, mas também de dvd e cd.  Poxa vida, porque comprar um simples tocador, quando você pode adquirir o melhor videogame da atualidade por R$1.799,00. Isso porque ele tem wi-fi, disco rígido interno, e você ainda pode tentar perder a sua garantia antes da hora instalando toda uma sorte de softwares (até mesmo versões de linux já existem para o PS3).

Alguns minutos e buscas pelo google e entro neste fórum do RottenTomatoes. Transcrevo à seguir algumas pérolas e piadinhas [em inglês] que encontrei num tópico:

I know that it’s shipping with a Blu-ray player, which is a huge mistake on the part of Sony. But will it be able to play DVDs?

No it doesn’t play DVDs. It plays Beta-Max though.

HD-DVD is already winning the battle, and it will more than likely slaughter Blu-Ray when it’s all said and done.

Fact: Blue Ray is NOTHING to get excited about (though I like the idea of more storage space on one disc).
Fiction: Blu Ray will beat HD-DVD in the format wars.
Fact: HD-DVD will beat Blu Ray in the format wars.
Fiction: Blu Ray does not suck.
Just wanted to clear things up.

Somente um usuário teve o poder de antever o futuro, e é, claro, logo chamado de “Sony Fanboy”.

Sony made no mistake. Blu-ray is the better of the two new HD formats. It can hold more data and has a higher data transfer rate which = bigger, faster games.

Não deixa de ser divertido como algumas vezes emitimos opiniões erradas, cheias de fatos incorretos e permeadas de influências inverídicas que nos deixa com cara de tacho. Tome cuidado ao prever o próximo sucesso ou fracasso no mundo tecnoloógico, o tempo pode trazer surpresas!

5 02/2008

ipod_iphone_32gb_2008

A Apple disponibilizou hoje (em modalidade de pré-venda, via site) duas nova versões de seus aparelhos. A mudança no iPhone é que ele agora está disponível na versão com 16GB de memória interna, já o iPod Touch está disponível, à partir de hoje, também na versão de 32GB de memória.

Estas são as únicas mudanças anunciadas de hardware, mas é possível que outros componentes estejam presentes nos novos modelos, como forma de baratear o custo dos lançamentos. Os novo preços, nos Estados Unidos são o seguintes:

  • iPhone 16GB - $499,00 dólares

  • iPod Touch 32GB - $499,00 dólares

  • iPhone 8GB - $399,00 dólares

  • iPod Touch 16GB - $399,00 dólares

  • iPod Touch 8GB - $299,00 dólares

Agora se você têm um iPod Classic (5G ou 5.5G) e está morrendo de inveja dos malditos proprietários do iPod Touch e suas memórias "estado sólido", siga o exemplo deste cara: transforme o seu iPod com HD em iPod com memória flash de 32GB usando um cartão Compact Flash. Ótima idéia pra salvar aquele seu modelo que apresentou falha no disco rígido.

Via Gizmodo

21 01/2008

iphone_teclado_bt

Das críticas ao iPhone, uma das que considero mais justa é a sua imcopatibilidade com toda uma sorte de acessórios Bluetooth. Poxa vida, padrões existem para serem utilizados. Nessas e outras a Apple perde a mão. Por exemplo, deconheço GPS externo "DenteAzul" compatível com o telefone da maçã. Outro problema é a não existência de fones bluetooth estéreo para o iPhone. Sem fio, você tem duas opções: ouve mono ou compra um transmissor para plugar na porta de fone ouvido.

Qual uma das maiores (e melhores) funcionalidades do iPhone? Navegar na internet. Ler. Para escrever que é bom ele é quase tão limitado quanto um desses smartphones movidos à "canetinha". A diferença é que em qualquer Palm, Blackberry ou Nokia (melhorzinho) é possível utilizar um teclado externo sem fio se você adora digitar no seu portátil. Muitos tentaram "parear" variadas marcas e modelos de teclados bluetooth (inclusive os da própria Apple) sem sucesso.

Parece ser que os usuários apple não vão mais ficar tão na mão. A fabricante MacAlly promete para março o BTKeyMini, que custará $100 dólares. Segundo o fabricante o aparelho é totalmente compatível com o iPhone, permitindo a digitação em qualquer aplicativo que suporte o teclado virtual. Infelizmente o iPod Touch não é compatível com este acessório por não disponibilizar bluetooth integrado.

Via Macworld (Em Inglês)

19 01/2008

2008_ano_umpc

A lista aumenta a cada dia. Everex, Acer, Gigabyte e outras empresas obscuras querem abocanhar a fatia de mercado excepcional que a Asus atingiu com o seu UMPC (Computador Pessoal Ultra-Portátil). UMPC existem a anos, não é à toa que OQO, Flipstart, Fujistsu, LG, HTC e outros já têm no mercado uma variedade incrível de aparelhos, que transitam desde celulares "turbinados" até a categoria de sub-notebooks compactos (por mais "pleonásmico" que isso seja).

O que a Asus fez de tão espetacular? Reduziu os custos. Fez um produto agradável aos olhos, movido à Linux (leia-se: sem custos com licença) e fácil de usar. Estão vendendo horrores. A imprenssa taiwanessa (conhecida por não ser muito confiável) estima que já neste ano o EEE vai ser a segunda maior fonte de renda da empresa, ficando somente atrás das placas-mãe.

Os concorrentes podem se preparar. Até meados de 2008 devem ser lançadas versões com tela de 8′, 9′ e 10′ polegadas, além da inclusão do Wimax nos modelos topo de linha. Internet móvel, de alta velocidade, num pacote ultra-portátil.

Via Mundo Hi-Tech

Via EEE Brasil

16 01/2008

macbookair_14_01_08

E não é que as previsões estavam certas? Ele realmente chegou. Um pouco diferente do que muitos apostavam. Alguns acreditavam que ele seria mais parecido com um Asus EEE PC, outros que ele seria um MiniMacBook Pro e outros que ele seria um tablet, com tela sensível ao toque.

Quem colocou as fichas num reduzido notebook topo de linha quase ganhou… Bem, ele não é tão pequeno assim. Uma tela de 13.3″ polegadas é razoável (uso, perfeitamente, um notebook com 14″ de tela). A sua espessura é insana, inacreditável. Podem dizer: “Tirando o drive ótico e quase todas as portas de expansão fica fácil reduzílo tanto”. Não deixa de ser uma opinião válida. Mas a Apple superou os concorrentes em alguns quesitos. Primeiramente: Tamanho. Segundo: Tempo de bateria (ela dura 5 horas). Depois, apresentou duas soluções para os que necessitam ler um CD ou DVD: um drive externo opcional (que você só pluga - e usa - quando necessário - $99) e um software, que roda tanto em Macs quanto em PCs que transforma o drive deles num CD ou DVD virtual no MacBook Air.

O preço também é competitivo, custando $1799 dólares, quando um sub-notebook da Sony, como o Vaio TZ VGN-TZ150N/B custa $1849 dólares. É bem verdade que este modelo da Sony possui gravador de DVD, placa de acesso EVDO, e uma série de portas de expansão, inclusive um slot ExpressCard. Mas o seu processador tem somente 1.06 GHz (e ele tem 1GB de ram).

Resumindo. O novo lançamento da maçã é uma máquina interessante, onde a Apple teve de fazer algumas escolhas (arriscadas). Mas vejo um nicho de mercado que vai adorar estes minúsculos e poderos notebooks: empresários e profissionais liberais. Ele cabe em qualquer pasta, é leve, tem grande autonomia e qual é uma de suas portas? Uma DVI “multimodal”, excepcional para apresentações..

» O que eu gostei:

  • Tamanho
  • Design (Simples, mas elegante)
  • Duração de bateria
  • Opção de HD de “Estado Sólido” (Memória Flash - SSD 64GB)
  • Interface através de gestos no Trackpad
  • Wi-fi 802.11N
  • 2GB de Ram de fábrica em todos os modelos


» O que eu não gostei:

  • Falta de um drive ótico
  • Ausência de porta Firewire (todos os Macs as têm desde o iMacDV, em 1999)
  • Somente 1 porta USB 2.0
  • Bateria não removível pelo usuário
  • Ram soldada na placa (somente pode ser trocada pela Apple)
  • Preço (Tudo sempre pode ser mais barato; e eu mais pão-duro :) )

 

Saiba mais no site da Apple (em inglês)

10 01/2008

wired_iphone

Confira esta excepcional reportagem da revista Wired, escrita por Fred Vogelstein. Meu único pesar é ela ser muito curta. A criação, desenvolvimento, marketing e sucesso do iPhone ainda vão render vários livros. Pratique seu inglês e ame - ou odeie - ainda mais Steve Jobs.

Wired (Em Inglês)

7 01/2008

canon_hv30_2008

A câmera de vídeo queridinha dos produtores independentes têm novas companheiras. A HV20 agora é acompanhada na recém denominada linha Vixia pelos lançamentos Vixia HF 10, Vixia HF 100 (estas duas gravando em SDHC - AVC-D), Vixia HV 30 (uma pequena evolução ante a HV 20 - gravando em MiniDV HDV) e as opção Vixia HG 10 (que grava AVC-HD em HDD).

A especificações de todas elas são muito parecidas, sendo baseadas no processador de imagens Digic DV II, utilizado na sua linha de câmeras semi-profissionais, inclusive na XL1-HD, que custa exorbitantes 7.999 dólares. A pequena HV 20 é aclamada pela sua performance e baixo custo, cores vibrantes, alta resolução e baixo nível de rúido, sendo utilizada até com câmera B em produções profissionais.

Dentre todos os lançamentos o que mais me chama a atenção é a HV 30, que seria a evolução da linha dentro do padrão HDV, já que a taxa de dados do HDV chega a 25 Mbps e o AVC-HD, na melhor das hipóteses bate nos seus 15Mbps, apesar deste utilizar a compressão MPEG-4, mais moderna e eficiente que a MPEG-2 utilizada no padrão HDV. Agora talvez seja a hora de juntar um trocado e aproveitar pelos descontos que devem surgir para a HV 20.

Confira uma tabela comparativa entre a HV 20 e a HV 30.

Via Engadget (Em Inglês)

5 01/2008

hi_def_low_quality

Tvs de plasma e LCD de alta resolução são a vedete do mercado. Mesmo com preços ainda altos elas dominaram parte das vendas do natal no ano passado. Mas o que fazer com estes novos brinquedos quando eles chegam à sua casa? Bem, você pode assistir à TV Digital. Mas somente se morar em São Paulo capital e tiver um decoficador SBTVD. Uma outra opção é curtir um HD-DVD ou Blu-Ray. Bem aí você precisa de um player compatível e de filmes… Caro e um pouco arriscado, já que a disputa entre os formatos de alta definição ainda não está definida - AINDA! Que tal filmar com a sua câmera de vídeo antiga? Mas ela só tem a reasolução padrão (SD)? Tá difícil!

Uma possibilidade são as câmeras de baixo custo, que gravam em 720p. Custando na faixa de $149 a $249 dólares elas prometem qualidade compatível com a sua nova TV. Na teoria é lindo, mas e na prática? Aí a coisa muda de figura. Primeiramente: Por que essas câmeras são tão baratas? Por que várias delas não apresentam zoom ótico, estabilização de imagem ou algum processamento sério que melhore o que foi captado pelo sensor (normalmente comparável aos de celulares). E o pior. A grande maioria desta câmeras de vídeo ultra-baratas se utilizam de chips de codificação de imagens de baixa performance, fazendo com que o vídeo muitas vezes apresente engasgos, "pixelização" e fantasmas.

Confira alguns deste modelos, ditos HD:  DXG-566V HD, Aiptek A-HD e Aiptek GO-HD (a melhorzinha das três). Você também pode conferir exemplo em vídeo aqui. Lembre-se: tamanho da imagem (alta definição) não siginifica automaticamente alta qualidade.

Minha sugestão para você que faz filmagens eventuais caseiras? Compre uma câmera fotográfica, que grave vídeo em boa resolução (acima de 640X480), num codec moderno. Não se esqueça de se certificar que a câmera oferece suporte a cartões de alta capacidade, pois vídeo digital pode ocupar muito espaço. Fique de olho na taxa de compressão. Se o codec utilizado for MPEG-4 (AVC ou H.264) não espere nem ao menos uma qualidade razoável com taxas abaixo de 5 Mbps.

E para você que filma com maior frequência duas sugestões: uma boa câmera de definição padrão (SD) ou investir numa câmera - de verdade - de alta definição.

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